Pitangui – O Homem do Balança o Saco

 

O compositor na maioria das vezes é um esquecido na história, vem-lhe a inspiração, acontece o parto criador, o rebento é criado e alimentado por outros, fica bonito, cresce, dar frutos, grana e nada disso retorna ao seu genitor original.

Quando é mencionado, aparece em pequenas letrinhas autor fulano de tal, interpretada por Sicrano de tal , e desse esquecimento vive a música popular brasileira.

Encontrei-me com Pitangui fortuitamente no Pátio de São Pedro,  apresentado-me por Oswaldo Araújo,outro grande compositor, autor da não menos famosa, A Picada do Uruçu, logo, percebi que o destino tinha me presenteado com um desses encontros feitos de encomenda para o blog, ou melhor, uma dessas histórias prontas para serem contadas e registradas.

Dias, sabe quem é? Disse-me Oswaldo. Sem ao menos deixar-me responder, visto meu olhar de ignorância, sentenciou:

É o autor da música “Balança o Saco” ( balança o saco, balança o saco de confete e serpentina…) , quem não cantou e brincou o carnaval cantando essa modinha, hoje, politicamente incorreta, mas comparada com as atuais melodias de cunho sexual existentes no mercado, uma joia rara que nem é tão apelativa assim, deixemos essa discussão de lado e vamos conhecer o autor.

Pitangui nasceu em Caruaru, Pernambucano que logo cedo partiu para o Rio de Janeiro e por lá entre boêmios se criou, fez músicas com Nelson Gonçalves, Ataulfo Alves, Germano Mathias e outros gigantes da nossa MpB.

Por aqui tem parcerias com o ilustríssimo Maestro Maia e outros amigos pernambucanos.

Entre um copo e outro fomos  nos deliciando com o jeito irreverente de cantar do empolgado compositor, até  ouvirmos a mais famosa de todas, a que o Brasil inteiro cantou: Balança o Saco” criada segundo ele em plena zona boêmia do Rio de Janeiro e gravada pelo grupo local Som da Terra direta pra contagiar milhões de brasileiros que até hoje balançam o saco, vazio, por sinal, neste momento, em ano tão cheio de incertezas e dívidas para os brasileiros.

Mas vá lá, o importante é ainda ter “saco” e continuar balançando e dando voltas no salão.

Ao nosso ilustre compositor, que a inspiração continue iluminando-o e que possa nos presentear com outras belas e irreverentes canções, parabéns Pitangui.

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